Grupo de Estudos Marxistas

  • QUEM SOMOS

    Assumindo a sua vinculação à obra de Marx enquanto poderoso instrumento racional e crítico de compreensão do acontecer social, por um lado, e de transformação prática das realidades, por outro, o GEM é um grupo dedicado ao estudo, aprofundamento, desenvolvimento, debate e divulgação do pensamento marxista. O GEM não tem um âmbito estritamente académico, tendo desde a sua fundação dinamizado (para além das suas sessões internas de estudo) apresentações de livros e debates públicos. A articulação entre estas três dimensões – estudo e pesquisa próprios; divulgação; e organização de debates e conferências – são linhas de trabalho que o GEM manterá e desenvolverá no futuro.
  • CONGRESSO “MARX EM MAIO”

    O Congresso «Marx em Maio», até agora a maior iniciativa promovida pelo nosso grupo, pretende ser um momento de reflexão séria sobre a importância, o alcance e a actualidade de Marx e da teoria marxista, numa conjuntura de crise aguda do capitalismo, pautada no plano ideológico e teórico do mainstream político e académico pela desconsideração do papel da racionalidade, da teoria e da cultura enquanto elementos fundamentais de transformação, individual e colectivamente considerada. O GEM tenciona continuar a organizar este Congresso no futuro. Um dos nossos objectivos é inscrever o Congresso «Marx em Maio» na agenda cultural, política e académica portuguesa. Por enquanto, ainda não estabelecemos a sua periodicidade, mas apontamos provisoriamente para a realização do Congresso de dois em dois anos. O interesse, por parte de intelectuais estrangeiros e portugueses, em participar no Congresso como conferencistas foi enorme. Muitas dezenas de personalidades cheias de valor, por razões de espaço e de tempo, não puderam entrar nesta edição. Participarão noutras edições. O interesse por Marx e pelo marxismo, desmentindo os desejos liberais e pós-modernos do «fim da história», do «fim da razão», do «fim da classe operária», do «fim do comunismo», está visivelmente a aumentar. Por tudo isto, a fim de promovermos o aprofundamento de questões centrais dos nossos dias e de contribuirmos para o estímulo do pensamento crítico e científico, guiado por uma racionalidade activa e dialéctica, apresentamos um Congresso interdisciplinar, aberto à vida, no qual contaremos com contributos provenientes das áreas da filosofia, da política, da ciência, da arte, do movimento sindical, da economia, da psicologia. O traço que une esta diversidade será a referência ao pensamento marxiano. A entrada no Congresso é livre e o debate, dentro dos limites de tempo impostos pelo decorrer eficaz dos trabalhos, é possível depois das intervenções de cada mesa. No Congresso intervirão jovens pesquisadores que iniciam a sua actividade teórica e nomes cimeiros da cultura e do pensamento portugueses. É importante sublinhar este cruzamento de gerações num tempo em que de tudo se faz para promover a ideia de que o país pertence, de cada vez, às gerações que ocupam os lugares de poder. A sociedade é o contrário disso, é justamente a inter-relação de gerações distintas. Por outro lado, estarão presentes no Congresso nomes destacados de países europeus e, situação pouco habitual em Portugal, intervirão três convidados russos e três convidados gregos, apenas alguns dias depois das eleições legislativas na Grécia. O GEM pretende com isto furar o cerco imposto na nossa sociedade, o qual visa circunscrever os contactos teóricos dos investigadores portugueses apenas a alguns países. No dia 5 de Maio, sábado, último dia do Congresso, assinala-se o aniversário de Marx (5 de Maio de 1818).

MARX EM MAIO 2014

Posted by GEM- Grupo de Estudos Marxistas em 31/01/2014

II Congresso Internacional Marx em Maio 

8, 9 e 10 de Maio de 2014

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

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“Há 170 anos, Marx escrevia os famosos Manuscritos Económico-Filosóficos de 1844. No quadro de um materialismo novo em elaboração, era o arranque de uma longa investigação da estrutura económica da sociedade que viria a resultar, em 1867, na publicação do Livro Primeiro da sua obra magna, O Capital. Há 100 anos, começava a I Guerra Mundial, guerra conduzida em nome do lucro e de uma nova partilha do mundo pelas potências imperialistas. No dia 18 de Janeiro de 1934, há 80 anos, os operários da Marinha Grande, opondo-se à fascização dos sindicatos, tornaram-se senhores do poder, ainda que apenas por algumas horas. A 25 de Abril de 1974, faz agora 40 anos, tombava em Portugal a ditadura fascista e os trabalhadores davam início a um processo revolucionário apontado ao socialismo.

Depois do assinalável sucesso do I Congresso, em 2012, é este conjunto de efemérides, assim como a violenta crise cíclica de acumulação do capitalismo e a consequente intensificação das lutas dos trabalhadores, que, em 2014, formam o contexto do II Congresso Internacional Marx em Maio. Assinalamos estas datas e os acontecimentos por elas evocados não com a intenção de nos encerrarmos no passado, à procura de uma fórmula mágica para os combates de hoje e do futuro, mas com o triplo objectivo da compreensão do mundo actual, da comemoração e do alerta.

A obra de Marx e o marxismo continuam a ser, do nosso ponto de vista, os mais penetrantes instrumentos de análise do real. O caminho percorrido por Marx até ao desvendamento da lei da mais-valia, âmago do capitalismo, ofereceu às ciências particulares novas perspectivas de fundo e novos campos de pesquisa. A própria filosofia ganhou novas pernas e outros trilhos para andar.

Por tudo isto, no II Congresso Internacional Marx em Maio voltaremos a contar com a participação de filósofos, de historiadores, de economistas, de sociólogos, de físicos, de geógrafos, de sindicalistas, de militantes e activistas sociais e políticos. Estes quadrantes de investigação e intervenção não se justapõem extrinsecamente, a sua razão de ser reside na própria envergadura e amplitude do trabalho de Karl Marx, na unidade multifacetada do marxismo.

Face aos ataques à racionalidade, à ciência e à cultura que acompanham, como complemento, as políticas de regressão social acelerada dos últimos anos, continuaremos a procurar cultivar um pensar ancorado numa racionalidade crítica e dialéctica.”

http://marxemmaio.wordpress.com/

COM INTERVENÇÕES DE:

Alessio Arena (Itália) – Où vont les italiens?

Ana Pato – O que há de idealismo na interpretação ortodoxa da Mecânica Quântica? A necessária consideração do materialismo dialéctico na ciência

Annie Lacroix-Riz (França) – Crise impérialiste et guerre sociale: le cas français des années 1930 (1930-1944)

António Santos –  EUA: movimentos sociais e luta de classes depois do Occupy Wall St.

António Vilarigues – A actual fase da crise, a lei da baixa tendencial da taxa de lucro e os seis factores que a podem contrariar; o conceito de sobreprodução absoluta de capital

Arménio Carlos – O confronto entre o trabalho e o capital e os direitos humanos

Armen Mamigonian (Brasil) – A China e o PCC: ontem e hoje

Aymeric Monville (França) – La French Theory et ses critiques. L’exemple de Michel Clouscard

Carlos Gomes – A criação da banca nacionalizada e a sua posterior destruição

Carlos Bastien – Recepção do pensamento económico marxista em Portugal: o caso da REVISTA DE ECONOMIA

Demétrio Alves – Análise de dinâmicas urbanísticas numa perspetiva marxista

Diana Raby (Reino Unido) – A ALBA (Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América) e a luta pluriescalar para construir uma nova alternativa internacional

Domenico Losurdo (Itália) –  Western and eastern Marxism: an unlucky split

Eduardo Diniz Almeida – Aprendendo com  a revolução 

Eugénio Rosa – Os grupos económicos e o domínio do estado em Portugal no contexto da globalização capitalista

Fernando de Oliveira Baptista –  A Reforma Agrária e a questão da terra hoje

Francisco Braz – O horário de trabalho e o exercício dos direitos dos trabalhadores (*)

Hernâni Resende – Anotações Históricas sobre o Manifesto do Partido Comunista

Inês Brasão – «A semente do mal» – representações da trabalhadora doméstica no Salazarismo

João Carlos Graça – Em torno das especificidades do marxismo de Domenico Losurdo

João Tomé –  Recepção estética do materialismo dialéctico no século XX: do realismo ao expressionismo (*)

João Vilela – A noção de estado de excepção no direito burguês: o caso da troika em Portugal

Jorge Cadima – Sobre marxismo, tecnologia, informação e software livre

José Barata-Moura – 

José Paulo Netto (Brasil) – Os três encontros decisivos de Marx em Paris (1844)

Luís Carapinha – A China e a transição socialista – um breve bosquejo

Manuel Deniz Silva – Compor para a Revolução: criação musical e pensamento marxista nos primeiros anos da União Soviética (1917-1932)

Manuel Dias Duarte – Proudhon e Marx, teoria e práxis

Manuel Loff – Classe e memória(s) de classe nos discursos sobre a resistência antifascista portuguesa

Maria Helena Serôdio – Razões políticas na leitura da história – À volta da tradução de Rei Lear, de Shakespeare, por Álvaro Cunhal 

Nuno Teles – Euro: insustentabilidade da União monetária para a periferia europeia

Octávio Teixeira – A natureza política e económica do Euro (*)

Periklis Pavlidis (Grécia) – Commodity – money relations in the socialist transformation of labour

Regina Marques – Para uma crítica marxista às relações de género no Portugal de hoje

Roger Keeran (EUA) – Ten Years after SOCIALISM BETRAYED:  Questions and Controversies related to the “Collapse” of the Soviet Union

Ronaldo Fonseca (Brasil) – Marxismo e questão nacional: notas sobre os processos anti-imperialistas na América Latina

Sérgio Dias Branco – A Arte como Trabalho

Thomas Kenny (EUA) –

Virgínia Fontes (Brasil) – Em torno do Estado capitalista contemporâneo : debates teóricos e novos desafios

GEM – Grupo de Estudos Marxistas

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