Grupo de Estudos Marxistas

  • QUEM SOMOS

    Assumindo a sua vinculação à obra de Marx enquanto poderoso instrumento racional e crítico de compreensão do acontecer social, por um lado, e de transformação prática das realidades, por outro, o GEM é um grupo dedicado ao estudo, aprofundamento, desenvolvimento, debate e divulgação do pensamento marxista. O GEM não tem um âmbito estritamente académico, tendo desde a sua fundação dinamizado (para além das suas sessões internas de estudo) apresentações de livros e debates públicos. A articulação entre estas três dimensões – estudo e pesquisa próprios; divulgação; e organização de debates e conferências – são linhas de trabalho que o GEM manterá e desenvolverá no futuro.
  • CONGRESSO “MARX EM MAIO”

    O Congresso «Marx em Maio», até agora a maior iniciativa promovida pelo nosso grupo, pretende ser um momento de reflexão séria sobre a importância, o alcance e a actualidade de Marx e da teoria marxista, numa conjuntura de crise aguda do capitalismo, pautada no plano ideológico e teórico do mainstream político e académico pela desconsideração do papel da racionalidade, da teoria e da cultura enquanto elementos fundamentais de transformação, individual e colectivamente considerada. O GEM tenciona continuar a organizar este Congresso no futuro. Um dos nossos objectivos é inscrever o Congresso «Marx em Maio» na agenda cultural, política e académica portuguesa. Por enquanto, ainda não estabelecemos a sua periodicidade, mas apontamos provisoriamente para a realização do Congresso de dois em dois anos. O interesse, por parte de intelectuais estrangeiros e portugueses, em participar no Congresso como conferencistas foi enorme. Muitas dezenas de personalidades cheias de valor, por razões de espaço e de tempo, não puderam entrar nesta edição. Participarão noutras edições. O interesse por Marx e pelo marxismo, desmentindo os desejos liberais e pós-modernos do «fim da história», do «fim da razão», do «fim da classe operária», do «fim do comunismo», está visivelmente a aumentar. Por tudo isto, a fim de promovermos o aprofundamento de questões centrais dos nossos dias e de contribuirmos para o estímulo do pensamento crítico e científico, guiado por uma racionalidade activa e dialéctica, apresentamos um Congresso interdisciplinar, aberto à vida, no qual contaremos com contributos provenientes das áreas da filosofia, da política, da ciência, da arte, do movimento sindical, da economia, da psicologia. O traço que une esta diversidade será a referência ao pensamento marxiano. A entrada no Congresso é livre e o debate, dentro dos limites de tempo impostos pelo decorrer eficaz dos trabalhos, é possível depois das intervenções de cada mesa. No Congresso intervirão jovens pesquisadores que iniciam a sua actividade teórica e nomes cimeiros da cultura e do pensamento portugueses. É importante sublinhar este cruzamento de gerações num tempo em que de tudo se faz para promover a ideia de que o país pertence, de cada vez, às gerações que ocupam os lugares de poder. A sociedade é o contrário disso, é justamente a inter-relação de gerações distintas. Por outro lado, estarão presentes no Congresso nomes destacados de países europeus e, situação pouco habitual em Portugal, intervirão três convidados russos e três convidados gregos, apenas alguns dias depois das eleições legislativas na Grécia. O GEM pretende com isto furar o cerco imposto na nossa sociedade, o qual visa circunscrever os contactos teóricos dos investigadores portugueses apenas a alguns países. No dia 5 de Maio, sábado, último dia do Congresso, assinala-se o aniversário de Marx (5 de Maio de 1818).

Archive for Abril, 2012

CONGRESSO INTERNACIONAL “MARX EM MAIO”

Posted by GEM- Grupo de Estudos Marxistas em 30/04/2012

FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
ENTRADA LIVRE (NÃO É NECESSÁRIA INSCRIÇÃO)
2012/04/30
2012/04/28
2012/04/22
2012/04/18
2012/04/17
2012/04/16
2012/02/16
2011/12/11


O Congresso Internacional Marx em Maio, perspectivas para o séc.XXI, organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas, terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa nos próximos dias 3, 4 e 5 de Maio de 2012. Congresso multidisciplinar, incluindo participantes das áreas da filosofia, da história e da economia, mas também das ciências naturais, das artes plásticas, da política e do mundo sindical, o seu fio condutor será a actualidade e fertilidade do pensamento marxista enquanto instrumento fundamental de análise crítica. Num contexto de crise generalizada, pautada pela desconsideração do papel da racionalidade, da teoria e da cultura como elementos fundamentais de transformação, individual e colectiva, o Congresso Marx em Maio procurará contribuir para o aprofundamento de problemáticas centrais dos nossos dias e para o estímulo de um pensamento  científico guiado por uma racionalidade crítica e dialéctica.

PARA MAIS INFORMAÇÕES: grupodeestudosmarxistas@gmail.com

2011/12/10

COM INTERVENÇÕES DE:

(para ter acesso aos resumos clique sobre o título da comunicação)

Alexandr Segal (Rússia)

Marxismo e consciência de massas (problemas de percepção)

Américo Nunes

Marx e o Movimento sindical

André Levy

Marxismo, Darwinismo e a natureza humana

António Avelãs Nunes

A crise atual do capitalismo: crise esperada e quase programada

António Borges Coelho

Notas de leitura do 1º volume do Capital

António Louçã

A “Democracia real” e a auto-organização do proletariado

Ángeles Maestro (Espanha)

La OTAN y la geoestrategia imperialista en Oriente Medio

Bruno Peixe

Da utilidade e das desvantagens do marxismo para o comunismo

Carlos Pimenta

A teoria do valor-trabalho enquanto leitura epistemológica

Carlos Vidal

O embuste da democracia: a politica ou é ilegítima ou não o é (respostas de Rousseau e Marx)

Dimitris Patelis (Grécia)

On the Historical Specificity of the current stage of Capitalism and on the nature of the Εra

Georges Gastaud (França)

La renaissance du matérialisme dialectique au cœur de l’antagonisme entre révolution et contre-révolution au XXIème siècle

Gisela da Conceição

Alguns minutos com Marx e Engels: A história de um ajuste de contas

Guilherme da Fonseca-Statter

Do rigor analítico de Marx ao empiricismo de Keynes

Helena Rato

A política monetária no cerne da luta de classes na EU

Hernâni Resende

A inteligência de uma controvérsia: Magalhães-Vilhena e Sérgio, sobre a Teoria do Conhecimento Histórico

Inês Félix

Lénine: materialismo dialéctico e realismo científico

Irene Vipparelli

Marx e o 1848. A importância teórica da conjuntura revolucionária

Jean Salem (França)

Eleições, uma armadilha para tolos? O que ainda resta da democracia? (Élections, piège à cons? Que reste-t-il de la démocratie?)

João Arsénio Nunes

Gramsci e nós

João Vasco Fagundes

Sobre Lénine e a dialéctica materialista

José Barata-Moura

A filosofia do/no Capital

José Croca

Uma nova ontologia fisica: fisica eurítmica

Lincoln Secco (Brasil)

História do PT (Partido dos Trabalhadores): Uma Abordagem Dialética

Luís Carapinha

Lénine, a NEP e a questão da transição socialista

Luís Rafael Gomes

As contribuições teóricas de E. V. Ilyenkov e V. A. Vazyulin

Manuel Dias Duarte

Notas para uma teoria marxista dos direitos humanos

Manuel Gouveia

Unidade e luta dos trabalhadores na contra-revolução: sujeito de resistência, objecto da ofensiva

Manuel Gusmão

Marx, a Comuna de Paris e o projecto comunista

Manuel Raposo

Para que não se percam os frutos da civilização

Manuel Souto Teixeira

Uma nova maneira de pensar: a importância do pensamento materialista dialéctico na abordagem dos diversos e complexos problemas do quotidiano da actividade médica

Miguel Queiroz

Marx e a exigência de cientificidade – implicações filosóficas 

Miguel Urbano Rodrigues

Actualidade de Marx num mundo caótico à beira da barbárie

Patrícia Ponte Bastos

Prática e construções da subjectividade  

Pedro Carvalho

A crise sistémica e suas repercussões em Portugal 

Pedro Penilo

O que quis dizer Benjamin

Pedro Santos Maia

Sobre a democracia: Um diálogo com Vitorino Magalhães Godinho

Periklis Pavlidis (Grécia)

The social character of labour and the question of communism

Ricardo Noronha

Lutas sociais e nacionalizações na Revolução portuguesa de 1974-75: “a banca ao serviço do povo

Rui Moreira

Da física à Physis

Rui Namorado Rosa

Factores e função de produção revisitados

Sara Totta

Da apropriação crítica da dialéctica no jovem Marx: notas sobre a tese “Sobre a diferença entre a filosofia da natureza democritiana e epicúrea.”

Selma Totta

Crítica de Marx ao materialismo mecânico – diferenças ontológicas

Sergei Rudakov (Rússia)

Formas do marxismo contemporâneo

Sérgio Ribeiro

Sobre o contributo de Marx para o marxismo 

Triantafyllos Meimaris (Grécia)

Perspectivas de desenvolvimento da teoria marxista

Vladimir Kochel (Russia)

A concepção lógico-histórica e o marxismo clássico


2011/12/09

Alexandr Segal é professor assistente na Faculdade de Filosofia da Universidade Estatal de Moscou (MGU).

Américo Nunes – Sindicalista. Membro da Direcção do Centro Alegria no Trabalho do Cat-Hotel Tivoli de 1970-73, foi parte de uma Comissão Sindical que actuava para destituir a direcção fascista do Sindicato da Hotelaria (Lisboa) entre 1970 e 1974. Eleito para a Direcção do Sindicato da Hotelaria do Sul a 30 de Julho de 1974. Presidente da Direcção do Sindicato entre 1976 e 1979. Foi Membro suplente do Secretariado da Intersindical entre 1975 e 1977. Fundador da Federação Nacional dos Sindicatos da Hotelaria e seu Coordenador de 1977 a 1986. Membro do Conselho Nacional da CGTP-IN entre 1983 e 2003 e dos seus órgão executivos de 1986 a 2003.  Militante do Partido Comunista Português. Autor de Diálogo com a História Sindical: Hotelaria: De Criados Domésticos a Trabalhadores Assalariados. Lisboa: Editorial «Avante!», 2007. (Colecção Resistência) e de Sindicalismo na Revolução de Abril: Memórias, Lisboa, Edições «Avante!», 2010.

André Levy é biólogo, doutorado em Ecologia e Evolução na Stony Brook University em Nova Iorque (2004). Investigador no ISPA. Autor de vários artigos da especialidade.  Membro da Society for the Study of Evolution. Membro da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica.  Militante do Partido no Comunista Português.

Ángeles Maestro é médica e Técnica Superior de Saúde Pública. Estudou Saúde Pública no Instituto Superior de Ciências Médicas de Havana (Cuba). Actualmente, trabalha nos Serviços de Saúde de Madrid. Militante do PCE entre 1973 e 2005. Foi eleita vereadora no município de Talavera de la Reina pelas listas do PCE em 1979 e deputada ao Congreso de los Diputados, eleita pelas listas madrilenas da Izquierda Unida, entre 1989 e 2000. Aí foi também porta-voz da IU na Comissão de Saúde Pública e na Comissão de Assuntos Externos. Em Novembro de 1996 foi membro do Tribunal Internacional por Crímenes Contra la Humanidad Cometidos por el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas en Iraq, em 2000 do Tribunal Internacional que julgou em Nova Iorque os chefes de governo dos países membros da NATO pelo ataque à ex-Jugoslávia e em 2008 do Tribunal Internacional que condenou Israel em Bruxelas por crimes contra o povo do Líbano. Membro da direcção da IU desde a sua fundação em 1989, abandonou esta organização em 2004 e o PCE em 2005. Actualmente milita na organização Red Roja. Foi candidata ao Parlamento Europeu em 2009 nas listas da Iniciativa Internacionalista.

António Avelãs Nunes é professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.Diretor da Faculdade de Direito de Coimbra entre 1996 e 2000 e Vice-Reitor da Universidade de Coimbra de Fevereiro/2003 até à sua jubilação, em Dezembro/2010, foi membro dos cinco primeiros Governos posteriores à Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1974), com responsabilidades na área do ensino superior e da investigação científica. É Vice-Presidente da Direcção do Instituto de Direito Comparado Luso-Brasileiro e membro correspondente da Academia Brasileira de Direito Constitucional, presidente da Assembleia Geral da Associação Iuri Gagarine, do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, do Ateneu de Coimbra e da Associação Conquistas da Revolução. Agraciado pelo Presidente da República Federativa do Brasil com a Ordem do Rio Branco, é Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Paraná, pela Universidade Federal de Alagoas e pela Universidade Federal da Paraíba e a Università degli Studi di Foggia concedeu-lhe o Sigillo d’Oro em 2011. É membro dos Conselhos Consultivo, Científico ou Editorial de várias revistas científicas.Tem vários artigos e livros publicados, destacando os seguintes: Do Capitalismo e do Socialismo, Coimbra, Vértice/Atlântida, 1972 (Fundação Boiteux, Florianópolis, 2008), Os Sistemas Económicos (1ª edição 1973), Neoliberalismo e Direitos Humanos, Editorial Caminho, 2003 (RJ-SP, Renovar, 2003), Industrialização e Desenvolvimento Económico. A Economia Política do ‘Modelo Brasileiro de Desenvolvimento’, Coimbra, 1984 (Quartier Latin, SP, 2005, com Prefácio de Celso Furtado), Uma Introdução à Economia Política, Quartier Latin, SP, 2007, A Constituição Europeia – A constitucionalização do neoliberalismo, Coimbra Editora/ Editora Revista dos Tribunais, Coimbra/ São Paulo, 2007, Uma volta ao mundo das ideias económicas. Será a Economia uma ciência?, Edições Almedina, Coimbra, 2008, As Voltas que o Mundo Dá – Reflexões a Propósito das Aventuras e Desventuras do Estado Social, Edições Avante, Lisboa, 2010 (RJ, Lumen Juris, 2011), Os Tribunais e o Direito à Saúde (em Co-Autoria com Fernando Scaff), Livraria do Advogado Editora, Porto Alegre, 2011, Uma Leitura Crítica da Atual Crise do Capitalismo, Separata do Boletim de Ciências Económicas, Coimbra, 2011. Sairá em breve uma edição brasileira, pela Livraria do Advogado Editora, Porto Alegre.

António Borges Coelho nasceu em Murça, Trás-os-Montes, em 1928. O seu percurso de vida é caracterizado por uma intensa actividade política e académica. É hoje um dos historiadores portugueses mais prestigiados. Foi Professor Catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa, onde participou em numerosos júris de provas de mestrado, de doutoramento e de agregação e orientou inúmeras teses de mestrado e dedoutoramento.Autor de uma vasta e riquíssima bibliografia (em que se inclui também a poesia, o teatro e a ficção), participou em diversos congressos e reuniões científicas, nomeadamente em Espanha e no Brasil. Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e recebeu o Prémio da Fundação Internacional Racionalista. Deu a sua Última Lição em 11 de Dezembro de 1998, mas continua a dedicar-se com o mesmo entusiasmo à investigação e à divulgação daquilo que não é possível dissociar do seu nome: a História.

António Louçã – Nascido em 1955, militou desde o final de 1972 num grupo trotskista que, após o 25 de Abril, viria a ser o Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT). Na primeira metade dos anos 80 foi director da revista mensal “Versus” e dirigente do grupo Esquerda Revolucionária (ER). Após a queda do Muro de Berlim, militou durante cinco anos na Sozialistische Liga, organização trotskista alemã. Foi, no mesmo período, um dos três redactores do jornal “Gegenwind”, da coordenadora de comissões de trabalhadores da antiga RDA. Regressado a Portugal, militou no PSR e no BE, desde a fundação deste até 2007. Foi membro da CT da RTP e representante dos trabalhadores no conselho de Opinião durante o biénio 2005-2007. É hoje membro da CT da RTP eleita em Novembro de 2011. Publicou diversos livros e artigos de investigação histórica, nomeadamente sobre a questão do ouro nazi.

Bruno Peixe Dias é membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. É mestre em filosofia com uma dissertação sobre Alain Badiou e actualmente desenvolve um doutoramento sobre Badiou e Deleuze. Co-organização, com José Neves, do livro «A Política dos Muitos : Povo, Classes, Multidão» que reúne textos sobre a questão da subjectividade política colectiva.

Carlos Pimenta, economista, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, nascido em 1948. Após recusa de contratação no ISCEF em 1971, é docente desde 1975 no Porto. Investigador em temáticas da economia portuguesa e epistemologia das ciências sociais. Temáticas principais atuais: Epistemologia da Economia, Metodologia de Investigação e Gestão de Fraude. Coordenador de projetos de investigação e ação, nacionais e internacionais. Autor de vários livros, capítulos de livros, artigos em revistas científicas, documentos de trabalhos, e-learning, conferências, artigos e entrevistas em jornais e revistas, projetos de investigação e materiais pedagógicos. Antigo dirigente associativo (Associação do ISCEF em 1968/9 e Comissão Nacional dos Estudantes Portugueses, no mesmo período). Do núcleo fundador da UEC e membro da sua primeira direcção. Militante do PCP entre 1967 e 2005.

Carlos Vidal (Lisboa, 1964) Artista, crítico e professor. Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde lecciona Pintura, Composição, Estudos de Pintura, Crítica de Arte (Mestrado de Pintura), Temas da Arte Contemporânea (Mestrado de Pintura) e seminários de doutoramento. É doutorado em Belas-Artes/Pintura, com tese intitulada: «Invisualidade da Pintura: História de uma Obsessão (de Caravaggio a Bruce Nauman)» (Universidade de Lisboa, 2009). Como artista plástico, participou em algumas destacadas colectivas da década de 90: «Imagens para os Anos 90» (Museu de Arte Contemporânea, Serralves, e Culturgest Lisboa, 1993-94), «Espectáculo, Disseminação, Deriva, Exílio: um Projecto em Torno de Guy Debord» (Metalúrgica Alentejana, Beja, 1995), «Anatomias Contemporâneas: o Corpo na Arte Portuguesa dos Anos 90» (Oeiras, 1998), várias edições dos Encontros de Fotografia de Coimbra, entre outros eventos. Encontra-se representado em colecções particulares e institucionais públicas (Museu de Arte Contemporânea-Serralves, Porto; MEIAC, Badajoz; CAV, Coimbra, etc). É desde 1992 correspondente de «Lapiz» e «Exit» (Madrid), colaborando assiduamente com outras publicações nacionais e estrangeiras. Publicou vários livros sobre arte, crítica de arte e teoria estética (os últimos: «Sombras Irredutíveis: Arte, Amor, Ciência e Política em Alain Badiou» e «Deus e Caravaggio», ambos Lisboa, Vendaval). Foi crítico regular de «Público», «O Independente» a «A Capital». Desde Novembro, 2008, colabora regularmente no blogue «5dias». Entre várias participações em livros colectivos, destacar-se-á: «En Tiempo Real», Fundación Luís Seoane, A Curuña, 2001; «Del Arte Impuro», Generalitat Valenciana, 1997, «Over Here: International Perspectives on Art and Culture», New Museum of Contemporary Art de Nova Iorque (The MIT Press, 2004, com 2ª edição em 2007).

Dimitrios Patelis é professor assistente no Departamento de Ciências da Universidade Técnica de Creta, Grécia.

Georges Gastaud é professor agregado de filosofia, disciplina que ensina às classes preparatórias da área das ciências no Liceu Condorcet, em Lens (França). Tem 60 anos. Após ter militado no PCF de 1972 a 2004, G. Gastaud é hoje militante sindical (SNES – FSU) e secretário nacional do Pôle de Renaissance Communiste en France(www.initiative-communiste.fr). G. Gastaud é igualmente director político da publicação mensal Initiative Communiste e fundador, juntamente com outros antifascistas, do Comité Internacionalista pela Solidariedade de Classe. G.Gastaud participa regularmente no Encontro Internacional «Civilização ou Barbárie» em Serpa ; milita também contra o imperialismo linguístico, dinamizando a Associação COURRIEL, que, com uma perspectiva internacionalista, defende o francês e a totalidade das línguas de França e do mundo contra o neo-totalitarismo linguístico e cultural americano. G. Gastaud publicou diversas obras e artigos filosóficos e de teoria política, entre os quais : Mondialisation capitaliste et projet communiste, Temps des cerises, 1997 (principais capítulos : « réduire la fracture idéologique/ pour l’avant-garde » ; « décrypter la novlangue » ; « l’Etat et la contre-révolution » ; « marxisme et universalisme » ; « liquidation réformiste ou renaissance communiste ») ; Lettre ouverte aux « bons Français » qui assassinent la France, 2005 ; Sagesse de la révolution, Temps des cerises, 2008;  Patriotisme et internationalisme, 2010, éditions du Comité internationaliste pour la solidarité de classe ; Essai sur la renaissance communiste, éditions du PRCF, 2006. Podemos igualmente encontrar contribuições de G.Gastaud em diversas obras colectivas, tais como « Communisme, vers quel avenir ? » (Temps des cerises), « Octobre 1917, causes, impact, prolongements » (éditions de l’Institut de recherches marxistes, article « Pour une analyse révolutionnaire de la contre-révolution »), « Le livre noir de l’anticommunisme ». G.Gastaud prepara actualmente um vasto estudo intitulado Filosofia e Materialismo Dialéctico.

Gisela da Conceição. Licenciatura e Mestrado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professora de Filosofia. Como argumentista de cinema (actividade a que se tem dedicado de forma esporádica mas continuada), ganhou o Grande Prémio RTP 1988 para o melhor guião na área do Documentário. Publicou: o ensaio filosófico intitulado Ler Althusser, Leitor de Marx (Editorial Caminho, 1989); a peça de teatro Espinosa, um claro labirinto, distinguida com o 2º Prémio no Concurso Dramat – Teatro de S. João do Porto (Editora Campo das Letras, 2002); em co-autoria, Da Gaveta para Fora. Ensaios sobre Marxistas (Edições Afrontamento, 2006); artigos sobre temas filosóficos e políticos em diversas Revistas da especialidade. Membro do Partido Comunista Português desde Maio de 1974.

Guilherme da Fonseca-Statter é natural do concelho de Vila Nova de Foz Côa, onde nasceu em 1941. Trabalhou durante 35 anos no ramo da Informática, em diversos países, designadamente na África Austral (Moçambique, África do Sul e Zâmbia), onde viveu durante quase 20 anos. Sendo licenciado em Sociologia do Trabalho pelo I.S.C.S.P., (Universidade Técnica de Lisboa), fez um mestrado e um doutoramento em Estudos Africanos no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Actualmente é Investigador no Centro de Estudos Africanos neste Instituto, onde tem leccionado, de modo intermitente e a convite, matérias relacionadas com o desenvolvimento social e económico em África, designadamente sobre temáticas de Desenvolvimento Empresarial, Teorias do Subdesenvolvimento e Cooperação Internacional. Publicou recentemente os livros «Os ‘Erros’ de Marx e as Asneiras dos Outros», «Anatomia da Crise – Crónica de um Desastre Anunciado», «O Preço das Coisas – Conversas à Volta de um Café» e «A África do Sul e o Sistema Mundo – Da Guerra dos Boeres à Globalização».

Helena Rato, licenciada em Ciências Económicas e Mestrado em Econometria pela Universidade Livre de Bruxelas (ULB), Doutoramento em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, Investigadora Científica com o grau de investigadora coordenadora, perita da OIT, exerceu funções de investigadora no Departamento de Economia Aplicada da ULB, no Instituto Brasileiro de Geografia e Economia (IBGE) como perita da UNDP, foi professora associada da UAL, tem dezenas de publicações em Portugal e no estrangeiro.

Hernâni Resende nasceu em 1942. Estudos superiores no estrangeiro onde esteve exilado onze anos. Licenciatura e mestrado em história moderna e contemporânea na Universidade Lomonóssov, Moscovo; trabalhou sob a orientação de Anatole Adô, especialista na história do Século das Luzes, 1963-1969. Convidado a prosseguir os estudos e a publicar a tese em artigo, fez pesquisas no Arquivo do IML sobre a secção portuguesa da Iª Internacional como bolseiro daquela universidade, 1969-1970. Inscrito no seminário de doutoramento do Prof. Albert Soboul (Universidade de Paris I – Sorbonne), trabalhou na preparação da dissertação sobre um tema de história social das ideias na Revolução Francesa, 1971-1974.  Contactou aí com especialistas da história do séc. XVIII como Ernest Labrousse, Michel Vovelle, René Suratteau. Desse trabalho resultaram oito estudos publicados em França (241 pp.). Em Paris conheceu o Filósofo Vasco de Magalhães-Vilhena com quem colaborou. Antigo membro da Société des études Robespierristes (Paris I – Sorbonne). Professor auxiliar convidado da Universidade de Lisboa, 1975-1985. Equiparado a bolseiro pela Fundação Gulbenkian 1978-1980, bolseiro da mesma Fundação em 1986. Equiparado a mestre em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa, 1998. Participou em congressos internacionais e nacionais. Autor de publicações como Socialisme utopique et question agraire[…], Paris, 1976 (2ª ed., 1977, trad. port. 1979) e de estudos como “Rousseau, Dolivier, Hegel et le droit naturel”, 1979; “O Direito Natural e Diderot”, 1988; “Prólogo à Revolução Francesa. Mably e a Justiça Primitiva”, 1989, “Histoire et prévision chez Mably”, 1997. Autor de edições críticas: Estudos Inéditos de Filosofia Antiga, de V. de Magalhães-Vilhena, Gulbenkian, 2005; e, do mesmo, António Sérgio. O Idealismo Crítico. Génese e Estrutura[…], no prelo.

Inês Félix, 24 anos, é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Actualmente é aluna do mestrado de História da Filosofia na Universidade de Paris 1. Membro do Grupo de Estudos Marxistas.

Irene Viparelli é doutora em filosofia e membro do Centro de Investigação NICPRI.UE (Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais. Universidade de Évora). No período do doutoramento trabalhou em torno da questão da influência da revolução de 1848 sobre a teoria revolucionária de K. Marx. Atualmente está a desenvolver, no âmbito do pós-doutoramento, um projeto de pesquisa sobre Alem da dialética. Um confronto entre Negri e Althusser.

Jean Salem (n.1952) é um filósofo francês, professor de Filosofia na Universidade de Paris 1 – Panthéon Sorbonne e director do Centre d’Histoire des systèmes de pensée moderne da mesma Universidade, desde 1998. Doutorado em Filosofia, fez igualmente estudos de Literatura francesa, Ciência política, Inglês, História, Arte e Arqueologia. Especialista do materialismo antigo, dedicou diversas obras ao pensamento de Demócrito, Epicuro e Lucrécio. Publicou também ensaios sobre Vasari, Feuerbach, Maupassant e Espinosa, entre outros. Autor de «Lénine e a Revolução », publicado em Portugal pelas edições Avante.

João Arsénio Nunes é licenciado em Direito. Assistente e professor convidado do ISCTE entre 1975 e 2010, onde leccionou, entre outras, as disciplinas de História do Movimento Operário e do Socialismo e de História geral do século XX. Actualmente investigador-associado do CEHC/ ISCTE-IUL e colaborador do CEIS20 da Universidade de Coimbra, tem diversas publicações na área de História do PCP e da Internacional Comunista.

João Vasco Fagundes, membro do Grupo de Estudos Marxistas; membro da Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für dialektisches Denken; licenciado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2000); frequência da licenciatura de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde 2006 e do mestrado em Ensino de Filosofia, na Universidade de Lisboa, desde 2009; professor do 2º ciclo do ensino básico; publicação de artigos de filosofia na Revista Vértice e nos sítios web «Marxismo Critico», «Rebelión» e «Corrent Roig».

José Barata-Moura, professor catedrático do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Vice-Presidente da Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für dialektisches Denken. Reitor da Universidade de Lisboa (1998-2006).

PUBLICAÇÕES:
Kant e o Conceito de Filosofia (1972, 2007:2ª ed.)
Da Redução das Causas em Aristóteles (1973)
Estética da Canção Política (1977)
Totalidade e Contradição (1977)
Ideologia e Prática (1978)
EPISTEME. Perspectivas gregas sobre o saber. Heraclito – Platão – Aristóteles (1979)
Para Uma Crítica da «Filosofia dos Valores» (1982)
Da Representação à «Práxis» (1986)
Ontologias da «Práxis» e Idealismo (1986)
A «Realização da Razão» – Um Programa Hegeliano? (1990)
Marx e a Crítica da «Escola Histórica do Direito» (1994)
Prática. Para Uma Aclaração do Seu Sentido como Categoria Filosófica (1994)
Materialismo e Subjectividade (1997)
Estudos de Filosofia Portuguesa (1998)
Da Mentira: Um Ensaio Transbordante de Errores (2007)
O Outro Kant (2007)
Estudos Sobre a Ontologia de Hegel. Ser, Verdade, Contradição (2010)
Sobre Lénine e a Filosofia. A Reivindicação de Uma Ontologia Materialista Dialéctica Com Projecto (2010)

José R. Croca é doutorado em Física Teórica, Professor e Investigador do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa. A sua actividade centra-se nos Fundamentos da Física Quântica e presentemente está a desenvolver, em conjunto com o Grupo Investigação de Lisboa, uma Nova Visão Global sobre a Natureza baseada no Princípio da Euritmia. É autor de diversos trabalhos, publicados em revistas da especialidade, relacionadas com a moderna física quântica causal e não-linear. A convite da prestigiada editor científica, World Scientific, escreveu um livro sobre as suas contribuições sobre a física quântica não-linear, publicado em 2003 sob o nome the Towards a Non Linear Quantum Physics. Em 2006, em colaboração com R.N. Moreira, publicou em Português o livro Diálogos sobre Física Quântica, que foi também publicado no Brasil em 2010. Contribuiu para a edição do Manifesto para uma Nova Ciência, A New Vision on Physis, Eurhythmy, Emergence and Nonlinearity, obra colectiva do Grupo de Investigação de Lisboa, publicada em 2010. Foi agraciado com o prémio S. Galilee Gold Medal em 2008, for The Crusading Work Towards the Demise of the Prevailing Scientific Obscurantism (pelo seu trabalho tendente a promover o decréscimo do prevalente obscurantismo científico) e ainda com o Prémio FIR 2008, da Federação Internacional Racionalista, pelo seu trabalho desenvolvido na Promoção da Razão.

Lincoln Secco nasceu em São Paulo. Em 1987 ingressou na Universidade de São Paulo (USP), onde desde 2003 é professor de História Contemporânea. É autor dos livros Caio Prado Júnior: O Sentido da RevoluçãoA Revolução dos Cravos e Gramsci e a Revolução.

Luís Carapinha foi estudante na URSS, diplomado em Educação Física e Desporto. Licenciado em Ciências da Comunicação pela FSCH-UNL, especializou-se em temas de política e relações internacionais. É colaborador da Secção Internacional do PCP. Doutorando do ISCTE-IUL em História Moderna e Contemporânea, assistente de investigação no CEHC, ISCTE-IUL.

Luís Filipe Gomes Membro do Grupo de Estudos Marxistas. Membro da Escola internacional “Lógica da História”. Membro da Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für  dialektisches Denken. Colaborador da revista “Vértice”. Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Ceará, Brasil, em 1986. De 1987 a 1996, viveu em Moscovo e finalizou o seu mestrado em Filosofia na Universidade Estatal de Moscovo, com uma tese acerca do Conceito de personalidade em Hegel, sob a direcção do Professor Viktor Alekseevitch Vazyulin. Actualmente é professor de Filosofia no Ensino Secundário e desenvolve trabalho de investigação e tradução de obras de autores soviéticos.

Manuel Dias Duarte, nascido em Lisboa, em 1943, foi professor do Ensino Secundário, no Instituto Superior de Serviço Social, na Escola Superior de Educação Jean Piaget (Almada) e na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Com colaboração dispersa pelos jornais e revistas, em particular em O Professor Vértice, no campo da Filosofia e da Pedagogia, publicou Objectivos, estratégias e avaliação no Secundário – o exemplo da Filosofia(Livros Horizonte, 1983); História da Filosofia em Portugal nas suas conexões políticas e sociais (Livros Horizonte, 1987), ambos esgotados; Os Sete Sábios. Vidas, doutrinas e sentenças (Vega Editora, 2006). Dirige actualmente a colecção “Referências” na Vega Editora.

Manuel Gouveia tem 42 anos, é funcionário do PCP há 24 anos. Actualmente, é membro do Comité Central do PCP e responsável pelo Sector dos Transportes na O.R. Lisboa.

Manuel Gusmão (n. 1945) é um poeta e professor catedrático de Literatura portuguesa e francesa e Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Licenciado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa e doutorado pela mesmo Universidade com uma tese sobre a Poética de Francis Ponge. Membro da Associação Internacional de Literatura Comparada e fundador da Associação Portuguesa de Literatura Comparada. Fundador das revistas Ariane e Dédalus, colaborou com diversas outras publicações, como O Tempo e o ModoLetras e Artes, bem como o jornal Crítica. É coordenador editorial da revista Vértice desde 1998 e dirige a revista Caderno Vermelho. Autor de uma vasta obra poética, tem também publicadas obras de cariz ensaístico, entre as quais se destacam os seus trabalhos sobre Fernando Pessoa e Carlos de Oliveira.

Manuel Raposo, 63 anos, arquitecto de profissão. Exerceu funções públicas nos serviços de habitação social e monumentos nacionais (1975-2010). Leccionou no curso de arquitectura do ISCTE (2003-2010). Membro do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos (1999-2001). Integrou os corpos gerentes da Livrelco, Cooperativa Livreira de Universitários (1968-1972). Militante de O Comunista e da Organização Comunista Marxista Leninista Portuguesa (1970-1975). Participou na fundação do PCP(R), Dezembro de 1975. Militante e dirigente até 1984. Co-fundador da Organização Comunista Política Operária e da revista Política Operária (1985). Membro e colaborador até 2007. Promotor do Tribunal-Iraque – Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque (2004). Publicou Crónicas Iraquianas (Ed. Dinossauro, 2003), relato de uma viagem de solidariedade ao Iraque realizada em 2002. Co-fundador do colectivo Mudar de Vida (2007) e do jornal electrónico Mudar de Vida.

Manuel Souto Teixeira nasceu em Lisboa em 1936. Enquanto estudante de Medicina integrou-se nas lutas académicas contra o regime fascista tendo aderido ao Partido Comunista Português em 1958, durante o período de grande agitação política que envolveu as campanhas eleitorais de Arlindo Vicente e sua posterior fusão com a de Humberto Delgado. Fez parte da Comissão de Estudantes de apoio àquelas candidaturas. No período de intensa repressão que se seguiu, e na eminência de ser preso, interrompeu o curso e antecipou o seu ingressou nas forças armadas.  Acabou por ser mobilizado para Angola onde permaneceu de 1962 a 64 e, só depois de voltar, concluiu o curso de Medicina. A partir de 1966 e até à revolução democrática em Abril de 1974 foi dirigente do principal movimento oposicionista ao regime fascista, que ficou conhecido por Movimento CDE. Depois fez parte dos corpos gerentes do Sindicato dos Médicos da Região Sul até 2008. Fez a sua carreira profissional quase sempre no Hospital dos Capuchos em Lisboa, tendo-se aposentado, como Director Clínico, em 2003.

Miguel Queiroz, licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestrando em História da Filosofia na Universidade de Paris 1 (Panthéon-Sorbonne). Membro do GEM.

Miguel Urbano Rodrigues – Nasceu em 1925. Foi chefe de Redacção do «Avante», director de «O Diário» e  editorialista principal de “O Estado de S.Paulo”. Foi  deputado na Assembleia da República e nas Assembleias  Parlamentares do Conselho da Europa e da União da Europa Ocidental. Foi  assistente de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou vários artigos em revistas e jornais da Europa, da América ,da África e Ásia. Participou em mais de uma dezena de Congressos Internacionais. É autor de 18 livros (ensaio, história, romance, conto, reportagem).

Patrícia Ponte Bastos é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras das Universidade de Lisboa e mestre em Ensino da Filosofia no Ensino Secundário pela Universidade de Lisboa. Estudou um semestre da licenciatura em Santa Catarina, Brasil. Membro integrado do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa (CFUL), investigadora do Projecto Ensinar/Aprender Filosofia, apoiado pelo CFUL e financiado pela FCT; bolseira do mesmo projecto de investigação durante um ano. Patricipação no Colóquio Internacional Ensinar/Aprender Filosofia num mundo em rede (FLUL, 2011). Patricipação no seminário Women in Philosophy of Education (Edimburgo, 2011). Membro da Internationale Hegel-Marx Gesellschaft für dialektisches Denken. Publicação de “Indivíduo e Sociedade: a dialéctica de uma relação” na revista Vértice (Janeiro de 2010) e nas actas do Congresso da Internationale Hegel-Marx Gesellschaft für dialektisches Denken: Universalism, National Question and Conflicts Concerning Hegemony (2011). Co-autora de um manual de Filosofia do 10º Ano (em elaboração). Membro do Grupo de Estudos Marxistas (GEM).

Pedro Carvalho tem 39 anos de idade. É licenciado em Economia pela Universidade Autónoma de Lisboa, com especialização em Economia Internacional e Economia Monetária e Financeira. Tem um MBA em Planeamento Estratégico Multinacional e Localização e Desenvolvimento Industrial com distinção, um Master em Integração e Desenvolvimento Europeu, especialização em Integração Económica, com Tese principal em Integração do Mercado de Trabalho e Tese secundária em Harmonização Fiscal. É militante do PCP, encontrando-se integrado no Sector Intelectual do Porto. É membro da Direcção de Organização Regional do Porto e da Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP. Foi membro da Assembleia Municipal do Porto até assumir a função de Vereador. Foi membro do Secretariado do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL) do Parlamento Europeu, que integra os deputados do PCP, onde coordenou para o secretariado do Grupo o trabalho da Comissão de Orçamentos, da Comissão Temporária das Perspectivas Financeiras, da Comissão de Desenvolvimento Regional, do Grupo de Coordenação sobre a Estratégia de Lisboa e da Comissão de Pescas. Tem orientado cursos na área da economia na Universidade Popular do Porto e colabora com diversas publicações nesta área.

Pedro Penilo (Lisboa, 1964), artista plástico, formador, programador artístico e criativo de comunicação. Viveu e estudou em Praga, de 1988 a 1999. Obteve o mestrado em Artes Plásticas – Criação Intermédia na Academia de Artes Plásticas de Praga. O seu trabalho integrou exposições em Praga, Budapeste, Berlim, Bona, Basel, Nova Iorque e Lisboa, entre outras. Criou o blogue-cartoon Que diz o pivô, e é atualmente colaborador no blogue coletivo 5 Dias. É autor do projeto 8!8!8!.

Pedro Santos Maia, mestre em Filosofia Política pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com tese sobre Burke e a Revolução (1995). Lecciona há cerca de vinte anos no ensino secundário. Tem investigado nas áreas da filosofia política, filosofia da educação e cultura portuguesa. Conta com a participação em diversos colóquios e com a publicação de artigos nas áreas de investigação referidas. É membro do Conselho de Redacção da Revista Vértice. Fez a introdução, tradução e notas da obra de Edmund BURKE, Defesa da Sociedade Natural (Círculo de Leitores / Temas e Debates, 2009).

Periklis Pavlidis é professor assistente de Filosofia da Educação na Universidade Aristóteles, em Tessalónica. Mestre em História pela Universidade Estatal Lomonosov de Moscovo e doutorado em Filosofia pela mesma Universidade, com uma tese sobre O Ideal ético-social de Karl Marx (até 1848). É membro da International «Logic of History» School, centro de estudos marxistas em torno da obra do filósofo soviético V. Vaziulin.

Ricardo Antunes é professor de Sociologia do IFCH/UNICAMP (Brasil) e autor de, entre outros, Os Sentidos do trabalho (Boitempo); Adeus ao Trabalho? (Cortez); O Caracol e sua Concha (Boitempo, São Paulo) e A Desertificação Neoliberal no Brasil (Ed. Autores Associados, Campinas). Colabora regularmente em revistas estrangeiros como Margem Esquerda (Brasil), Herramienta (Argentina), Trajectórias (México), Latin American Pespectives (EUA) e Asian Journal of Latin American Studies (Coréia). Entre outras. Coordena as Coleções Mundo do Trabalho (Boitempo) e Trabalho e Emancipação (Ed. Expressão Popular)

Ricardo Noronha (n.1979) é doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa e investigador do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL), dedicando-se ao estudo de temas relacionados com a Revolução portuguesa de 1974-75 e a História Social e Económica contemporânea.

Rui Moreira é doutorado em História e Filosofia das Ciências pela Universidade de Lisboa É professor na Secção Autónoma de História e Filosofia das Ciências da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É membro, por inerência, do Conselho Científico do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa (CFCUL). É coautor, com José Croca, do livro Diálogos sobre Física Quântica. Dos Paradoxos à Não-Linearidade, Esfera do Caos (2007). É autor do artigo The Crisis in Theoretical Physics. Science, Philosophy and Metaphysics, inserido no manifesto A New Vision on Physis, CFCUL (2010), publicado pelo grupo de investigação em que colabora (Filosofia das Ciências da Natureza), inserido no CFCUL. É autor do livro Psicologia, Filosofia e Física Quântica. O Princípio de Complementaridade no Século de Bohr, CFCUL (2011). É coordenador do projeto de investigação científica O que é uma teoria física? financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, na área da filosofia. É membro do Conselho Científico da Cátedra A Razão da Universidade de Lisboa. É ainda membro da Comissão Científica do Centro de Estudos do Imaginário Literário, sediado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Rui Namorado Rosa nasceu em Lisboa a 23 de Junho de 1940. Licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em Julho de 1961, estagiou no Departamento de Ciências de Engenharia da Universidade de Oxford onde se doutorou em Física dos Plasmas em Fevereiro de 1969. Obteve a agregação em Física na Faculdade de Ciências de Lisboa em Outubro de 1974. Professor catedrático de Física na Universidade de Évora desde Dezembro de 1983 e no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa de Janeiro de 1986 a Março de 2006. Exerceu inúmeras funções de gestão universitária na Universidade de Évora. É Professor Emérito desta universidade desde Junho de 2010. Foi representante da Junta de Energia Nuclear na Comissão Permanente de Estudo do Espaço Exterior (JNICT) de Junho de 1969 a Dezembro de 1971 e delegado da Junta de Energia Nuclear nos trabalhos preparatórios do IV Plano de Fomento, de Outubro de 1972 a Fevereiro de 1973. Membro fundador da Association for the Study of Peak Oil and Gas –ASPO (2001). Sócio fundador da Organização dos Trabalhadores Científicos (1974/1980), da Sociedade Portuguesa de Física (1974), e da Sociedade Portuguesa de Protecção Contra Radiações (1985). Desempenhou ou desempenha funções sociais na Organização dos Trabalhadores Científicos, da Sociedade Portuguesa de Física e no Conselho Português para a Paz e Cooperação. É autor ou co-autor de meia dúzia de livros. É autor ou co-autor de mais de uma centena de trabalhos científicos ou técnicos, a maioria publicados em revistas internacionais com arbitragem. Desde 1964 manteve ou mantém actividade regular como colaborador em jornais e revistas nacionais, designadamente Diário de Lisboa, O Primeiro de Janeiro, Vértice, Seara Nova, A Página da Educação, O Militante, O Caderno Vermelho, nos sítios resistir.info, odiario.info, http://www.janelanaweb.com.

Sara Totta é licenciada em filosofia pelo Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa. Actualmente encontra-se no último ano do mestrado em filosofia na Universidade de Lisboa, visando o estudo dos primeiros escritos de Karl Marx. Foi bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia entre 2008 e 2011 e bolseira da Fundação Amadeu Dias, dedicando-se ao estudo de Husserl e Heidegger. É membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e membro do Grupo de Estudos Marxistas (GEM).

Selma Totta, licenciada em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Frequenta, actualmente, o 1º ano de Mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dedica a sua investigação ao mecanicismo cartesiano. Foi bolseira pela FCT em 2010 e 2011. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Membro do Grupo de Estudos Marxistas (GEM).

Sergei Rudakov é professor de História da Filosofia, doutor em ciências filosóficas, militante do Partido Comunista da Federação Russa, membro da Duma de Voronezh.

Sérgio Ribeiro, Nascido em 1935. Licenciado no ISCEF-UTL, 1958. Doutorado ISE-UTL, 1986. “Formação contínua” no Partido Comunista Português, desde 1958. Economista de empresa, 1958-1974. Director-Geral do Emprego, 1975. Missões na Organização Internacional do Trabalho  – 1974-1984. Tarefas institucionais na Assembleia da Républica  – 1986, 1989/90, no Parlamento Europeu – 1990/1999, 2004/2005, e nas Assembleias Municipais da Amadora (1979), e de Ourém (1985, 1997-2001, 2005-…); Actividade Docente no ISE-UTL, FE-UC, IPTomar (nunca exclusiva ou até prioritária). Permanente actividade de divulgação e animação cultural. Obra publicada (e não inventariada) em livros, revistas, jornais.

Triantafyllos Meimaris, Membro da Escola Internacional “Lógica da História”. Um dos Fundadores e Membro do Grupo ateniense para o Estudo da Teoria Revolucionária. De 1987 a 1993, viveu em Moscovo e concluiu o Mestrado em Filosofia na Universidade Estatal de Moscovo, com uma tese acerca da Manipulação da Consciência sob a orientação do Professor Viktor Alekseevitch Vazyulin. Actualmente trabalha no Ministério da Educação da Grécia e Desenvolve Trabalho de Investigação e tradução de Obras de autores soviéticos.

Vladimir Koshel é professor do Departamento de Relações Sociais e Director do Centro de Tecnologias da Comunicação da Universidade Estatal de Moscovo

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